Descobridor de potenciais

Como é evidente, depois dos pais, o professor é a maior referência no desenvolvimento das pessoas, desde a infância até a vida adulta e, por isso, o poder de influência de um professor pode alterar o rumo da vida não só de um aluno, mas também de toda uma turma, uma escola, até uma comunidade.

E, especificamente quanto ao aprendizado, estudos demonstram que o professor, depois do perfil socioeconômico do aluno, é o fator mais relevante, tanto que os efeitos da má qualidade de um professor podem ser mensurados até dois anos mais tarde, independentemente da qualidade dos outros professores.

O professor precisa mergulhar numa eterna viagem ao autoconhecimento, descobrindo e desenvolvendo as suas próprias potencialidades, conquistando e consolidando o seu espaço na vida da comunidade escolar, que abrange não só o espaço ocupado pelas dependências físicas das escolas, mas também as relações com a população local e, principalmente, com as famílias dos seus alunos, sejam eles objetos de inclusão ou não.

A real compreensão e a profunda interação do professor com a comunidade escolar são atitudes fundamentais para a descoberta das potencialidades dos seus alunos, pois passa a ver cada aluno, suas particularidades e suas múltiplas inteligências, no contexto da comunidade escolar.

É importante conhecer quem é o aluno, de onde ele vem, o que lhe falta e o que lhe sobra, pois quando falta comida, sobra desinteresse, quando falta amor, sobra desrespeito e quando falta educação, sobra ignorância.

Se para ensinar o aluno é fundamental que o professor tenha conhecimento sobre o assunto, qualidade melhor terá o ensino quando o aluno for realmente conhecido pelo professor, pois ninguém pode desenvolver o que não sabe naquele que não conhece.

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5 Lições que podemos aprender com as crianças


Crianças são curiosas por natureza, pois estão constantemente aprendendo e se desenvolvendo, além de serem criativas, são naturalmente alegres e muito, muito dispostas. Como é notório, crianças não desistem diante do primeiro não. “Batem o pé” diante do que querem. Dá até para imaginar que a origem do ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” provém de algum acontecimento envolvendo as vontades de alguma criança.

Quando crescidos, alcançamos certo nível de conhecimento, e até de desenvolvimento, que nos leva a ignorar alguns aspectos da infância e que certamente deveríamos voltar a valorizar. Os pequeninos nos reservam grandes lições pelo jeito simples que todos têm e pela forma como encaram a realidade.

 

LIÇÃO 1 – VONTADE DE SABER MAIS

A criança tem sede e fome de aprender, de saber cada vez mais. Tanto que a curiosidade é sua inseparável amiga. As perguntas fluem em velocidade superior às respostas. E dessas respostas, prontamente surgem outras perguntas. Experiências, mesmo que as mais simples, ocorrem a cada minuto. A criança é muito observadora. Não só busca enxergar, mas aperfeiçoa os demais sentidos, principalmente, a audição.

Devemos sempre aprender mais. Não somente na área em que trabalhamos, mas também adquirindo conhecimentos gerais. Devemos experimentar novas formas de encarar a vida, observando melhor o mundo que nos cerca e os nossos próprios comportamentos e, principalmente, ouvir mais.

LIÇÃO 2 – O VALOR DE UM SORRISO

A criança consegue sorrir ou demonstrar alegria com os olhos, com o rosto, com as mãos, com os pés, com o corpo todo. Consegue, com um simples sorriso, abrir portas, encurtar distâncias, aproximar pessoas, eternizar momentos.

Certamente, nossos trabalhos têm outro valor para o mundo se acompanhados de um simples sorriso. Não somos felizes porque a vida nos trata com alegria, mas temos uma vida feliz porque a tratamos com alegria.

LIÇÃO 3 – DISPOSIÇÃO

Você conhece alguma criança que diante de um convite para passear ou tomar um sorvete diz “não”? Ou, então, “espere um pouco, vou me arrumar”. Muito pelo contrário, a resposta é sempre positiva, é “sim”, “oba”, “agora”. E qual é a criança que deixa de ir a uma festa de aniversário alegando que não tem a roupa apropriada?

Nós, adultos, deveríamos ter mais disposição quando estamos diante dos “convites” que recebemos. Se imaginarmos as circunstâncias como figuras que pintamos em telas, devemos ter em mente que tanto as cores como as formas são escolhidas por nós, os pintores, conforme a nossa disposição.

LIÇÃO 4 – IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE

Ao utilizar seus brinquedos as crianças são criativas. Mas é na falta deles que soltam sua imaginação e demonstram ainda mais a sua criatividade. A prova disso é que de uma espiga de milho sai uma boneca e uma folha de jornal pode se transformar em avião, um barco ou chapéu.

Quando adultos, muitas vezes deixamos de fazer uso da imaginação ou acabamos abandonando a criatividade. Diante das dificuldades, devemos ser criativos o suficiente para utilizar e potencializar os meios e instrumentos disponíveis, como também buscar desenvolver as nossas próprias potencialidades e as dos que nos cercam.

LIÇÃO 5 – PERSISTÊNCIA

Quando um pai diz a uma criança que não possui dinheiro para comprar determinado brinquedo, não é raro ouvir “compra no cartão”, “faz um cheque”, “pede para pagar depois”. Enfim, as crianças não desistem diante do primeiro obstáculo. Buscam alternativas, são persistentes.

No nosso trabalho também devemos ser persistentes. Não se trata de ser teimoso, tentando da mesma forma atingir um resultado diferente. Se não der certo de determinada forma, devemos encontrar meios diferentes para alcançar o objetivo pretendido. Isto é persistência, uma virtude que faz ultrapassar obstáculos.

 

 

Enfim, é fácil concluir que, ao atingirmos a fase adulta, passamos a ignorar a maioria das lições aqui apontadas. Não que tenhamos vergonha de pensar ou agir como criança. Simplesmente acreditamos que o amadurecimento deve vir acompanhado do endurecimento de nossas personalidades, o que reflete negativamente em nossos comportamentos.

Precisamos deixar de confundir seriedade com “cara fechada”, persistência com teimosia. Devemos buscar aprender mais, estampar sorrisos, soltar a imaginação, criar, persistir e, principalmente, estar disponível para viver a vida e nossas profissões com a alegria de uma criança.

 

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