Você tem vestido a camisa?

Em algumas de minhas palestras utilizo a expressão “vestir a camisa” para inspirar as pessoas a abraçarem os objetivos comuns que estão sendo tratados, sejam da empresa, associação, cooperativa, comunidade e até agremiações políticas.

Ocorre que a expressão “vestir a camisa” também pode se aplicar aos nossos objetivos pessoais relacionados à família, saúde, bem-estar, lazer, emprego, capacitação profissional e até paz interior.

Somos mais facilmente motivamos para sonhar o sonho coletivo, enquanto que os objetivos pessoais dependem quase que exclusivamente da nossa vontade própria. Talvez até pareça mais empolgante vestir a camisa do “grupo” do que a camisa individual.

Assim, facilmente abandonamos nossos sonhos em prol da coletividade, sacrificando o convívio familiar, a saúde, o descanso, os estudos e até a religiosidade. Esquecemos que para formar uma coletividade forte precisamos de pessoas fortes.

Pessoas fortes são aquelas que também buscam saúde ao corpo e à mente, cultivam o bom convívio familiar, aproveitam os momentos de lazer, investem em capacitação profissional e entendem que felicidade é o resultado da forma como se vê a própria vida.

E, o que nos define perante os demais é a forma como nos vemos. Somos resultados daquilo que realmente pensamos sobre nós mesmos. Por isso, devemos dar à nossa camisa a cor que reflita o nosso estado interior e estampar com a imagem que melhor nos represente e que remete ao que realmente nos importa, aos nossos objetivos.

Então, será que não está na hora de também “vestir a sua camisa”?

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Compromisso com o presente é o melhor compromisso com o futuro.

Estamos iniciando o mês de outubro e, não raras vezes, ouço vendedores e empresários afirmarem que o ano de 2016 já se foi e que, em 2017, sim, as vendas e o faturamento irão melhorar. E, piora o cenário ouvir aqueles que acreditam no velho dizer que “o Brasil só funciona mesmo depois do carnaval”.

Bem, eu também pretendo fortalecer mais pessoas e somar mais resultados em 2017. Mas, a pergunta é: por que não aproveitar para criar, ousar, trabalhar ou vender mais e melhor já, agora, hoje?

O ano de 2016 ainda tem um trimestre pela frente. São meses repletos de oportunidades para muitos setores aumentarem suas vendas, aproveitando feriados, férias, presentes para o dia das crianças, amigos secretos, comemorações de natal e fim de ano. Já aos setores que não dependem de datas comemorativas ou feriados, vale lembrar que ainda restam diversos dias, ou seja, um quarto do ano para criar estratégias e colocá-las em prática.

Se você quer realmente se comprometer com o futuro, comece comprometendo-se com o presente. Não deixe de vislumbrar ou criar oportunidades de mostrar ao mercado que você realmente está no mercado. Avalie o seu atendimento, o atendimento prestado pela sua equipe, pela sua empresa. O quanto você tem procurado manter, satisfazer e encantar seus clientes?  Quantos novos clientes você tem conquistado?

Fazer, ainda em 2016, tudo que estiver ao seu alcance e tudo o que os outros deixarão para começar a fazer em 2017, talvez depois do carnaval, é tomar a atitude certa para alcançar os melhores resultados no futuro. Sair na frente é uma excelente estratégia para conquistar a liderança.

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Murmúrios da Omissão

 

Em tempos de eleições muitos ficam indignadas com o baixo nível da maioria dos postulantes a cargos políticos, cujas qualificações e intenções beiram o absurdo. Mas, será que essas pessoas realmente entendem como o nosso sistema político permite alguns excessos de democracia, em que a seleção de candidatos, na maioria das vezes, se assemelha a um concurso de horrores?

Na verdade, a Constituição Federal garante a quase todos os cidadãos o direito a postularem um cargo político. Apenas impõe restrições quanto à nacionalidade, pleno exercício dos direitos políticos, idade mínima, inalistáveis e analfabetos.

Ocorre que a maior restrição em postular um cargo político ou de melhor definir os candidatos está dentro de nós mesmos. Somos críticos em classificar os candidatos, mas extremamente omissos em procurar conhecer e participar do processo político. Permitimos, com a nossa omissão, que a grande maioria dos partidos políticos (com grande ou pequena representação), sejam comandados por verdadeiros manipuladores das vontades alheias, cujos objetivos estão mais voltados a fazer com que “muitos sonhem os sonhos de poucos”.

Convivemos, de dois em dois anos, com alguns poucos meses de períodos eleitorais, envolvendo prévias e campanhas políticas propriamente ditas. Esquecemos que, fora desses períodos, os partidos políticos continuam existindo, realizando reuniões, encontros, eleições internas, discutindo posicionamentos e, ao menos em tese, buscando cumprir ou aprimorar as suas ideologias.

Com a omissão dos bem-intencionados, permanecem os “velhos atores” da política ocupando os principais espaços nos partidos e engordando a agremiação com aqueles que mais facilmente podem ser manipulados.

Para melhorar o nível da política brasileira, não basta deixar de votar em candidatos despreparados, votar em branco ou, pior, anular o voto. É preciso agir na origem, participando da vida partidária, expondo suas opiniões e procurando formas de exercer a verdadeira liderança, definindo e realizando objetivos e influenciando positivamente os demais envolvidos.

Se o que mais preocupava Martin Luther King não era o grito dos maus, mas o silêncio dos bons, que os bons não se contentem com simples e esporádicos murmúrios.

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Todos somos líderes. E podemos ser bons líderes.

Quando a palavra líder vem à mente, normalmente é associada à imagem de uma pessoa liderando a equipe, departamento, empresa ou até uma nação. Lembramos ou imaginamos alguém que nasceu com o dom da liderança ou que se preparou para ser líder e que exerce influência sobre dezenas, milhares ou até milhões de pessoas.

No entanto, venho reforçando em minhas palestras que em todos nós existe um líder. Se não na plenitude que imaginamos, ao menos, em determinadas circunstâncias ou atitudes, seja em caráter estritamente pessoal, na família, na rua, na escola, na empresa, em qualquer lugar. Diante dos fatos que se apresentam ao longo de nossas vidas, somos líderes de nossos pensamentos, que refletem em nosso comportamento. Temos atitudes de líder diante de nossos desejos e até vícios, quando decidimos alimentar ou aplacar as nossas vontades.

Somos líderes ao construirmos o nosso caráter e quando fazemos dos valores escolhidos os princípios que passam a gerir as atitudes que tomamos ao longo da vida. Quando buscamos ser um bom líder, valores como honestidade, humildade, perseverança, empatia, bom exemplo e tantos outros, contribuem para tornar melhor nossa própria vida e as dos outros. Exercemos liderança quanto tomamos atitudes de não fumar, não beber, não exagerar na alimentação, fazendo exercícios físicos ou até mesmo contribuindo na execução dos mais simples afazeres domésticos. Temos atitude de líder quando expomos a nossa opinião, seja perante a família, empresa ou escola, mesmo quando de nós não é esperada qualquer manifestação. Somos líderes quando descobrimos e utilizamos o que há de melhor em nós, os nossos potenciais, bem como quando despertamos e inspiramos outras pessoas a buscarem o desenvolvimento de suas potencialidades.

Quero reforçar: ser líder não significa somente liderar pessoas, mas sim ter atitudes de líder, seja para si ou para os outros. E, para ser um bom líder, basta agir de forma a sempre tornar melhor a sua vida e a de quem por ela passa.

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Descobridor de potenciais

Como é evidente, depois dos pais, o professor é a maior referência no desenvolvimento das pessoas, desde a infância até a vida adulta e, por isso, o poder de influência de um professor pode alterar o rumo da vida não só de um aluno, mas também de toda uma turma, uma escola, até uma comunidade.

E, especificamente quanto ao aprendizado, estudos demonstram que o professor, depois do perfil socioeconômico do aluno, é o fator mais relevante, tanto que os efeitos da má qualidade de um professor podem ser mensurados até dois anos mais tarde, independentemente da qualidade dos outros professores.

O professor precisa mergulhar numa eterna viagem ao autoconhecimento, descobrindo e desenvolvendo as suas próprias potencialidades, conquistando e consolidando o seu espaço na vida da comunidade escolar, que abrange não só o espaço ocupado pelas dependências físicas das escolas, mas também as relações com a população local e, principalmente, com as famílias dos seus alunos, sejam eles objetos de inclusão ou não.

A real compreensão e a profunda interação do professor com a comunidade escolar são atitudes fundamentais para a descoberta das potencialidades dos seus alunos, pois passa a ver cada aluno, suas particularidades e suas múltiplas inteligências, no contexto da comunidade escolar.

É importante conhecer quem é o aluno, de onde ele vem, o que lhe falta e o que lhe sobra, pois quando falta comida, sobra desinteresse, quando falta amor, sobra desrespeito e quando falta educação, sobra ignorância.

Se para ensinar o aluno é fundamental que o professor tenha conhecimento sobre o assunto, qualidade melhor terá o ensino quando o aluno for realmente conhecido pelo professor, pois ninguém pode desenvolver o que não sabe naquele que não conhece.

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5 Lições que podemos aprender com as crianças


Crianças são curiosas por natureza, pois estão constantemente aprendendo e se desenvolvendo, além de serem criativas, são naturalmente alegres e muito, muito dispostas. Como é notório, crianças não desistem diante do primeiro não. “Batem o pé” diante do que querem. Dá até para imaginar que a origem do ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” provém de algum acontecimento envolvendo as vontades de alguma criança.

Quando crescidos, alcançamos certo nível de conhecimento, e até de desenvolvimento, que nos leva a ignorar alguns aspectos da infância e que certamente deveríamos voltar a valorizar. Os pequeninos nos reservam grandes lições pelo jeito simples que todos têm e pela forma como encaram a realidade.

 

LIÇÃO 1 – VONTADE DE SABER MAIS

A criança tem sede e fome de aprender, de saber cada vez mais. Tanto que a curiosidade é sua inseparável amiga. As perguntas fluem em velocidade superior às respostas. E dessas respostas, prontamente surgem outras perguntas. Experiências, mesmo que as mais simples, ocorrem a cada minuto. A criança é muito observadora. Não só busca enxergar, mas aperfeiçoa os demais sentidos, principalmente, a audição.

Devemos sempre aprender mais. Não somente na área em que trabalhamos, mas também adquirindo conhecimentos gerais. Devemos experimentar novas formas de encarar a vida, observando melhor o mundo que nos cerca e os nossos próprios comportamentos e, principalmente, ouvir mais.

LIÇÃO 2 – O VALOR DE UM SORRISO

A criança consegue sorrir ou demonstrar alegria com os olhos, com o rosto, com as mãos, com os pés, com o corpo todo. Consegue, com um simples sorriso, abrir portas, encurtar distâncias, aproximar pessoas, eternizar momentos.

Certamente, nossos trabalhos têm outro valor para o mundo se acompanhados de um simples sorriso. Não somos felizes porque a vida nos trata com alegria, mas temos uma vida feliz porque a tratamos com alegria.

LIÇÃO 3 – DISPOSIÇÃO

Você conhece alguma criança que diante de um convite para passear ou tomar um sorvete diz “não”? Ou, então, “espere um pouco, vou me arrumar”. Muito pelo contrário, a resposta é sempre positiva, é “sim”, “oba”, “agora”. E qual é a criança que deixa de ir a uma festa de aniversário alegando que não tem a roupa apropriada?

Nós, adultos, deveríamos ter mais disposição quando estamos diante dos “convites” que recebemos. Se imaginarmos as circunstâncias como figuras que pintamos em telas, devemos ter em mente que tanto as cores como as formas são escolhidas por nós, os pintores, conforme a nossa disposição.

LIÇÃO 4 – IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE

Ao utilizar seus brinquedos as crianças são criativas. Mas é na falta deles que soltam sua imaginação e demonstram ainda mais a sua criatividade. A prova disso é que de uma espiga de milho sai uma boneca e uma folha de jornal pode se transformar em avião, um barco ou chapéu.

Quando adultos, muitas vezes deixamos de fazer uso da imaginação ou acabamos abandonando a criatividade. Diante das dificuldades, devemos ser criativos o suficiente para utilizar e potencializar os meios e instrumentos disponíveis, como também buscar desenvolver as nossas próprias potencialidades e as dos que nos cercam.

LIÇÃO 5 – PERSISTÊNCIA

Quando um pai diz a uma criança que não possui dinheiro para comprar determinado brinquedo, não é raro ouvir “compra no cartão”, “faz um cheque”, “pede para pagar depois”. Enfim, as crianças não desistem diante do primeiro obstáculo. Buscam alternativas, são persistentes.

No nosso trabalho também devemos ser persistentes. Não se trata de ser teimoso, tentando da mesma forma atingir um resultado diferente. Se não der certo de determinada forma, devemos encontrar meios diferentes para alcançar o objetivo pretendido. Isto é persistência, uma virtude que faz ultrapassar obstáculos.

 

 

Enfim, é fácil concluir que, ao atingirmos a fase adulta, passamos a ignorar a maioria das lições aqui apontadas. Não que tenhamos vergonha de pensar ou agir como criança. Simplesmente acreditamos que o amadurecimento deve vir acompanhado do endurecimento de nossas personalidades, o que reflete negativamente em nossos comportamentos.

Precisamos deixar de confundir seriedade com “cara fechada”, persistência com teimosia. Devemos buscar aprender mais, estampar sorrisos, soltar a imaginação, criar, persistir e, principalmente, estar disponível para viver a vida e nossas profissões com a alegria de uma criança.

 

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